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riscos_e_rabiscos

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Incomoda-me.

A maior parte das vezes vou beber o meu café diário sozinha, como já devem ter percebido, embora me cruze com algumas pessoas com quem eu troco palavras banais de vizinhança.

 

Outras vezes tenho a companhia de alguma amiga ou da minha prima. E é aqui que a porca torce o rabo. Embora eu não seja gaja de amusentar* o rabo horas sem fim no café, há sempre quem o faça. E as suas vidas são tão desprovidas de interesse que o que elas realmente vivem é a vida dos outros. Assim, sentam-se no café, o mais próximo das vítimas possível e num silêncio de cortar à faca. Isto porquê? Para não perder pitada do que as vítimas estão a dizer.

 

Isto passou-se ontem comigo e, sinceramente, não gostei e nem gosto. Incomoda-me. Não é que estivessemos a falar de alguma coisa secreta e que não se piudesse ouvir, não, eram coisas banais, e sem interesse (aparente). 

 

Pois duas alminhas cuscas-mor aqui da zona (uma delas protagonista da história do chapéu de chuva trocado, lembram-se?), estavam sentadas quase em cima de nós e inclinadas em silêncio mortal sobre o nosso lado. Estive para convidá-las a sentarem-se na nossa mesa, fazer a minha parte de boa samaritana, para lhe poupar uma dor de costas e um esforço suplementar para ouvir o que estávamos a dizer.

 

Acho estas atitudes uma falta de educação e de respeito. Mas parece que nem toda a gente pensa o mesmo...